João trabalhava a terra com carinho e cuidado enquanto o dia avermelhava o céu em sua despedida. Ele cantava cantigas antigas que os netos desconheciam, mas achavam bonitas e pediam para que as repetisse, enquanto remexia a terra gorda de nutrientes. Ele queria fazer uma horta e já imaginava os canteiros de alfaces macias, de beterrabas vermelhas como o sangue e ricas de açúcar, boas para o coração, de cenouras gordinhas, roliças, cheias de carotenos. A terra descansaria durante a noite e na manhã seguinte ele faria o plantio e semeadura.
Sua esposa olhou a terra preparada como útero esperando pela semente da vida e comentou como ficaria lindo um jardim com rosas de várias espécies e de muitas cores, agapantos erguendo o caule fino para sustentar sua coroa de flores, hibiscos rosados e dálias e gladíolos. As borboletas iriam fazer coreografias dançando por entre as flores, escolhendo as mais vistosas e os colibris as beijariam com seu bico fino e língua alongada. A terra se encheria de vida, de sons e coloridos.
É interessante a diferença de visão entre o homem e a mulher. No homem predomina a razão, a intelectualidade e na mulher o sentimento, a emoção. Enquanto os homens são mais rápidos em raciocínio matemático e espacial, as mulheres são mais rápidas com as palavras. O que determina a diferença entre homem e mulher é a predominância de certas características. Tanto homem como mulher tem sentimentos, são intelectuais, e possuem argumentos matemáticos. Mas na mulher predomina o sentimento, a emoção. A mulher é mais alma, mais sensibilidade. O homem escolhe o útil e a mulher o belo; o útil é escolha da razão e o belo, do sentimento; a razão é fria, calculista, inodora, o sentimento perdura, é fogo, é calor.
O homem é mais prático, menos romântico, mais exclusivista, menos sensível. A mulher é mais afetiva, mais carinhosa, mais compreensiva.
Vitor Hugo o grande escritor francês disse que o homem tem os pés na terra e está colocado onde ela termina e a mulher está colocada onde começa o céu.
Eu acho que o homem é o barro amassado e espremido que o artesão utiliza, e a mulher é a imaginação que dá vida e forma para que o barro se transforme em obra de arte. Sem o barro não há escultura e sem a imaginação não se faz arte. Ambos se completam. Ambos são indispensáveis. Ambos são vida.
sábado, 12 de junho de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Reflexões sobre a Encarnação
Das pessoas da Santíssima Trindade apenas o Filho tem uma presença concreta na vida da humanidade.
A humanidade adorou o Pai nos templos e nos montes, percebeu o Espírito no sopro do vento, no calor do fogo e na pomba que voa, mas foi somente ao Filho que ela teve o prazer de abraçar, a felicidade de conversar, tocar, seguir, como somente o Filho pode abraçar o homem, sentir os mesmos desejos,as mesmas dores e cheirar os mesmos cheiros, alimentar dos mesmos sabores. Somente ele tocou a pele quente e crestada de sol de uma pessoa, sentiu o hálito e acariciou sua cabeça.
As manifestações do Espírito, as pneufanias, foram poucas. Em forma de pomba , de vento ou de fogo, mas inacessível ao tato humano.
O Pai teve um número maior de manifestações, as teofanias, desde o Antigo Testamento, e essas manifestações sempre foram por meio do som quer seja trovões quer seja a voz.
Já, o Filho se manifestou na forma humana, se encarnou como homem e teve uma vida humana semelhante em tudo aos seres humanos passando pelas etapas de infância , adolescência e adulto, foi alimentado com leite humano, sentiu frio e foi agasalhado com roupas humanas tecidas por mãos humanas e muitas delas com lãs que ele próprio colheu.Serviu-se de alimentos fabricados pelo homem e embora fosse o Pão da vida, ele se alimentou do pão dos homens para ser um com eles.Pão feito com trigo que ele colheu e moeu, pela massa que ele ajudou a sovar e assar, pão que o saciou no silencio de seus retiros ou no alarido da turma que o seguia. Pão que lhe deu forças para a caminhada humana como a tantos outros homens.
Ficou com os pés grossos e calejados pelas longas caminhadas em desertos áridos ou estradas lamacentas.
Das três pessoas da Trindade somente o Filho sentiu as necessidades humanas.
O Filho teve uma vida histórica e por isso ele é o Senhor da história.
A humanidade adorou o Pai nos templos e nos montes, percebeu o Espírito no sopro do vento, no calor do fogo e na pomba que voa, mas foi somente ao Filho que ela teve o prazer de abraçar, a felicidade de conversar, tocar, seguir, como somente o Filho pode abraçar o homem, sentir os mesmos desejos,as mesmas dores e cheirar os mesmos cheiros, alimentar dos mesmos sabores. Somente ele tocou a pele quente e crestada de sol de uma pessoa, sentiu o hálito e acariciou sua cabeça.
As manifestações do Espírito, as pneufanias, foram poucas. Em forma de pomba , de vento ou de fogo, mas inacessível ao tato humano.
O Pai teve um número maior de manifestações, as teofanias, desde o Antigo Testamento, e essas manifestações sempre foram por meio do som quer seja trovões quer seja a voz.
Já, o Filho se manifestou na forma humana, se encarnou como homem e teve uma vida humana semelhante em tudo aos seres humanos passando pelas etapas de infância , adolescência e adulto, foi alimentado com leite humano, sentiu frio e foi agasalhado com roupas humanas tecidas por mãos humanas e muitas delas com lãs que ele próprio colheu.Serviu-se de alimentos fabricados pelo homem e embora fosse o Pão da vida, ele se alimentou do pão dos homens para ser um com eles.Pão feito com trigo que ele colheu e moeu, pela massa que ele ajudou a sovar e assar, pão que o saciou no silencio de seus retiros ou no alarido da turma que o seguia. Pão que lhe deu forças para a caminhada humana como a tantos outros homens.
Ficou com os pés grossos e calejados pelas longas caminhadas em desertos áridos ou estradas lamacentas.
Das três pessoas da Trindade somente o Filho sentiu as necessidades humanas.
O Filho teve uma vida histórica e por isso ele é o Senhor da história.
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